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MONÇÃO RIMA COM LIÇÃO

2 de Outubro de 2018 | Marlene Cunha
MONÇÃO RIMA COM LIÇÃO
Opinião

 

Monção foi grande. Muito grande. Quero começar estas linhas a felicitar todo o concelho, sobretudo o Executivo local pelo triunfo conquistado no passado dia 16 de Setembro que é e será sempre motivo de orgulho para os alto-minhotos. Mas importa aqui dizer que a maior vitória não foi do Executivo. Foi de todos os monçanenses que se empenharam de uma forma incrível na progressão da sua candidatura ao concurso “7 Maravilhas de Portugal à Mesa” até ao fim. E dentro da comunidade, o comércio teve certamente um papel preponderante.

A vitória de Monção neste concurso vai de certeza beneficiar em muito o concelho. Sobretudo no que diz respeito ao turismo. Merecem. No entanto, esta felicidade dos monçanenses é também uma lição para todos os concelhos do Alto Minho. Foi mais um exemplo de como é possível atingir metas concretas quando os comerciantes e os empresários se sentem envolvidos num objectivo. O que parecia complicado, tornou-se tão simples.

Não bastam obras, nem estatísticas, nem outras apostas menos mediáticas. Tudo isso é importante, claro. Mas poucos têm o dom de cativar e até mesmo desafiar a sua comunidade a conquistar um objectivo que em tempos parecia inalcançável. António Barbosa, goste-se ou não deste político, tem este dom. Apresenta o carisma certo para transmitir a motivação a um comércio tradicional monçanense que um dia esteve menos bem e agora ergue-se a olhos vistos. E não vem de agora. Foi sentida a aposta que este autarca fez na dinamização do comércio tradicional, na época de Natal e até por alturas da Feira do Alvarinho. Não quero eu dizer com isso que outros não tenham feito o mesmo ou parecido. Mas o importante são os resultados! Concorda comigo, caro leitor?

É assim que deve ser, defendo eu. Líderes de um Município, seja qual a cor política que tenham, devem – primeiro que tudo – saber desafiar a comunidade. Ser líderes em vez de chefes. Dizer “vamos!” em vez de “vão!”. António Barbosa não será caso único nem a última Coca-Cola do deserto mas, seguindo esta filosofia tão elementar, colheu os frutos daquilo que está a saber ser: um líder. Erra? Claro que sim. Tem defeitos? Provavelmente muitos. Mas apresenta a fundamental capacidade de envolver tudo e todos em torno das suas ideias. Sai à rua. Ouve as pessoas. Motiva e move. Completamente talhado, por isso, para o lugar que ocupa.

O Comércio Tradicional é parte integrante de uma comunidade. E nós, courenses, temos o nosso. E cá está também o nosso Executivo Municipal e a Associação Empresarial do concelho empenhados no apoio possível a ser feito. Cada um dentro de suas competências e possibilidades. Mas com certeza sempre prontos a amparar todos os empresários.

Mas não faltará por cá alguma dose de envolvimento? Algum motor de sonhos que nos aponte o impossível e, com luta, nos faça lá chegar? Agora deixou de ser teoria, caro leitor. O que escrevo já não é retórica, nem são de todo divagações. Monção transmitiu ao Alto Minho e ao país uma mensagem muito clara que, vistas bem as coisas, já se sabia: é possível! Nós é que por vezes nos esquecemos disso. Como alguém um dia escreveu, “a palavra impossível foi inventada por alguém que desistiu”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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