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CASTANHEIRA. CONTINUA A SAGA DOS ANIMAIS À SOLTA

13 de Fevereiro de 2024 | Albano Sousa
CASTANHEIRA. CONTINUA A SAGA DOS ANIMAIS À SOLTA
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O tema é recorrente e prolonga-se ao longo dos anos. Muitos anos mesmo, sem que alguém, com competência na matéria, consiga criar mecanismos legais que coloquem um ponto final neste imbróglio, muito difícil, senão mesmo impossível, de anular.

Conforme a foto documenta, obtida em pleno dia e bem no cento do pólo industrial da freguesia, continuam a circular pelo espaço público, diversos animais, sobretudo da raça cavalar e raça bovina, causando prejuízos em propriedades privadas e, mais que isso, colocando em risco a circulação de veículos e pessoas na via pública, cuja perigosidade aumenta substancialmente, sobretudo durante a noite e na época de Inverno, nomeadamente em zonas montanhosas, mais afectas ao nevoeiro, o que diminui as dificuldades de visão dos condutores.

Ao longo dos anos existe o registo de diversos acidentes, com avultados prejuízos para pessoas particulares, sendo mesmo muito difícil, senão impossível, identificar os proprietários dos animais que provocam os acidentes e os estragos.

Para lá dos diversos acidentes viários, que tem acontecido ao longo dos anos nas diversas vias viárias desta zona do concelho, acrescenta-se as queixas apresentadas por proprietários, que vêem as culturas, por vezes, seriamente prejudicadas pelos animais à solta, que invadem terrenos privados.

Ao nosso jornal, um agricultor, que quis manter o anonimato, foi-nos adiantado que tem sido vítima recorrente do ataque de animais à solta, que, pelo silêncio da noite, têm destruído diversas culturas, deitando por terra todo o trabalho desenvolvido. “Por vezes apodera-se de nós um enorme desânimo, face à impotência em colocar um ponto final nesta vergonha generalizada”, adianta.

Sendo um cenário complicado e de resolução deveras difícil, seria importante que, de uma vez por todos, as autoridades competentes se debruçassem sobre esta temática, começando desde logo, por uma fiscalização mais apertada sobre os animais que circulam livremente pelas estradas, nacionais e municipais, aplicando as respectivas coimas aos proprietários, sempre que seja possível identificar os animais.  Nas situações em que se torne, de todo, impossível identificar os proprietários, por falta de meios, nada melhor que proceder à detenção dos mesmos. Assim, a aplicação dessas coimas, ou apreensão dos animais, seria uma medida com sérias repercussões nos donos e na libertação total dos animais nos espaços públicos, sem qualquer tipo de vigilância.

No global, urge colocar um ponto final neste imbróglio que continua a ser uma mancha negra do nosso quotidiano.

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