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O homem que nunca aceitou “impossível” como resposta

23 de Outubro de 2018 | Marlene Cunha
O homem que nunca aceitou “impossível” como resposta
Opinião

O nosso concelho viveu recentemente aquele que considero ter sido um dos dias mais importantes da história de Paredes de Coura. O lançamento da empreitada de ligação do parque empresarial de Formariz à autoestrada A3 constitui, claramente, um dos passos mais importantes de sempre para os empresários do nosso concelho. É uma daquelas obras que não nos deixa falar de previsões nem de expectativas, mas sim de certezas matemáticas: a nossa actividade empresarial vai aumentar. Ou talvez se mantenha mas com melhores condições para isso.

Era uma ligação há muito ansiada. Ou pelo menos uma delas. Um sonho que já durava há 20 anos, seguramente. E só agora é finalmente conseguido. E assim, como em casos menos bons importa encontrar culpados, também nestas situações importa reconhecer aquele ou aqueles que realmente tiveram um papel preponderante para que isto fosse possível.

O actual presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura é um dos nomes que associo, indubitavelmente, à minha juventude. Temos quase a mesma idade e vivemos o mesmo Portugal de ontem como estamos a viver o mesmo Portugal de hoje. O Vítor Paulo sempre foi um jovem determinado. Atesto isso, quanto mais não seja para impedir que outros eventualmente pensem que os louvores que lhe são dados são de “mera circunstância”. O Vítor Paulo é nitidamente o rosto daquele pensamento que nos diz: “a palavra impossível foi inventada por alguém que desistiu”.

A vida levou-nos a tomar caminhos políticos diferentes. E nem mesmo isso me impediu de reconhecer a enorme capacidade deste autarca noutras situações. O que aconteceu a seguir já era previsível: mentalidades mais fechadas e escravas de um logótipo partidário, fizeram-me quase que um linchamento em praça pública. Porquê? Porque eu estou ligada à direita e o Vítor Paulo à esquerda. Mentalidades para mim diminutas, sem a capacidade de entender que estamos aqui a falar de pessoas e não de partidos. Estamos a falar de gente que, acima de tudo, tem um partido que é o de todos nós courenses: o PC – Paredes de Coura.

Quando progressos desta ordem acontecem pela nossa terra, os partidos deixam de existir. Aquilo que existe, realmente, são as pessoas. E todos nós devemos estar orgulhosos com este passo concretizado, certamente que faltam outras ligações. Mas todos vão concordar que em determinadas situações mais vale um pássaro na mão do que dois a voar.

Do jovem que eu conheci até ao autarca da actualidade, pouco mudou no Vítor Paulo. A vida política trouxe-lhe mediatismo. Mas continua determinado e firme como era. Mesmo que outros se riam das ideias que tem. Mesmo que outros lhe digam que “é impossível”. Ele não aceita isso. Pelo menos como primeira ou segunda resposta. E ainda bem para todos nós.

Os empresários do concelho têm agora outros horizontes pela frente. As nossas zonas industriais ficam valorizadas. Paredes de Coura está sem dúvida a ganhar. Apesar de existirem opiniões diferentes, e algumas com bastante pertinência e fundamento. Mas outras, mais parecem surtos de raiva porque aconteceu associado a um símbolo partidário contrário. Como eu sempre digo: É a vida… e ainda bem que aconteceu! E só aconteceu porque temos à frente de um executivo municipal activo o homem que nunca aceitou o”impossível” como resposta.

 

 

 

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