Nos últimos tempos, o tema das viagens tem surgido com frequência nas conversas dos meus grupos de amigos. Talvez porque o Verão já espreita à porta, trazendo consigo aquele desejo irresistível de partir para novas aventuras. Fala-se de destinos, quantos dias ficar, o que ver e até onde hospedar-nos, as típicas dúvidas.
Confesso que, nesse jogo de decisões, sempre fui a amiga que alinha sem pensar muito. Sou daquelas que raramente escolhe o destino, prefiro aceitar as propostas que aparecem. Para mim, o lugar é quase indiferente, desde que esteja bem acompanhada. Acredito que a companhia faz a viagem, e se estiver rodeada pelos meus amigos, os meus verdadeiros companheiros de férias, estou mais do que bem! Apenas peço uma coisa, e essa é inegociável, que tenha um rio ou mar por perto, para poder dar um bom mergulho.
No entanto, não se enganem com o meu aparente desapego. Se na escolha do destino sou despreocupada, na logística da viagem transformo-me na “guardiã dos detalhes”. Sou aquela que vê os horários, verifica os caminhos, se preocupa com os bilhetes e é capaz de refazer a rota mentalmente três vezes antes de sair. Não gosto de escolher para onde vamos, mas preciso que tudo no caminho corra como planeado, e é aí que me revelo como a mais ansiosa do grupo.
E vocês, onde se encaixam nesse universo das viagens? São os arquitectos dos planos, aqueles que escolhem destino, dias, alojamento e actividades, ou, como eu, deixam as decisões para os outros, mas não abrem mão de controlar o trajecto?
Sandra Fernandes












